sexta-feira, 29 de julho de 2011

Valeu Galinho!

Hoje faz 40 anos que o Zico estreou como jogador profissional, claro, pelo Flamengo. Talvez os mais jovens não entendam, mas ele é de uma época em que o jogador não beijava a cada dia o escudo de um time diferente, não cantava hino de torcida adversária na concentração e não ia à boate após a perda de um título.

Posso falar do Zico com tranquilidade e imparcialidade, pois não sou flamenguista, mas uma amante do futebol e tive a honra de ver algumas vezes o Zico ganhar e outras perder para o meu time. Um jogador diferenciado, um homem honrado, um exemplo. O grande clássico da época era Vasco x Flamengo, jogo no qual ele estreou com a camisa 7 como ponta direita no dia 29/07/1971. Não marcou, mas não precisava, o show estava apenas começando e ele marcou em outras várias e lindas vezes com a camisa do Flamengo.

Defino Zico como Ídolo. Não somente da torcida do Flamengo, mas de todos nós que compartilhamos dessa maluca paixão pelo futebol. Um jogador diferenciado, um excelente pai, marido e um exemplo de caráter. As grandes marcas esportivas tentam produzir um ídolo por dia, mas ainda não entenderam que um ídolo não se produz, um ídolo se forma pela sua história e pelo o seu exemplo. Infelizmente ele não ganhou uma copa (como chorei ao final daquele jogo contra a Itália), mas isso não manchou a sua história. Ele não é o produto de um título, é um craque e pronto.

Fica aqui uma homenagem da Bola de Meia ao Zico e a torcida do Flamengo, por ter sido agraciada com o maior patrimônio que ele poderia deixar para o clube: seus gols!



Eliane Ramscheid

Eliane é a criadora da Bola de Meia, mãe duas vezes, botafoguense e apaixonada por futebol.

2 comentários:

Ivy Tinoco disse...

Adorei o texto! Zico é realmente um exemplo. Também curto muito o Bebeto, mas acho que o Zico é eterno. Meu pai, que é vascaíno, e claro, odeia o Flamengo (rsrsrs) foi ao jogo de despedida do craque. Tem noção?

marcelomigueres disse...

Excelente lembrança! Zico é meu ídolo e continua sendo até hoje por todos os motivos citados, dentro e fora do campo. Ser craque é isso.