sexta-feira, 8 de abril de 2011

Cartão vermelho para o racismo

Por Helmut Leopold

@helmutrj

No último domingo, o Vasco estreou o seu novo terceiro uniforme. A camisa lembra o episódio ocorrido em abril de 1924, quando o então presidente do clube cruzmaltino, José Augusto Prestes, desistiu de se filiar à Associação Metropolitana de Esportes Athléticos (Amea), pelo fato de a organização ter pedido a retirada de 12 jogadores negros do time. A nova camisa três vascaína é toda preta e faz alusão aos "Camisas Negras", como ficaram conhecidos os jogadores da época.

A carta do presidente do Vasco à Amea foi apenas o pontapé inicial para que o racismo fosse deixado de lado, pelo menos dentro das quatro linhas durante uma partida de futebol no Brasil, mais precisamente no Rio de Janeiro. Infelizmente, até hoje, sabemos que ainda há muitos casos de racismo no esporte. Muitos atletas são tratados de forma desrespeitosa mundo afora.


Tentemos imaginar o futebol sem Pelé. Difícil, não é mesmo? O Brasil e o futebol sem Pelé é algo impensável para qualquer fanático. Como o nosso país poderia virar referência no futebol se não fossem os negros, mais especificamente por Edson Arantes do Nascimento, o mineiro de Três Corações? Não foi só Pelé que nos deu alegrias nos gramados, é verdade. Um time é mais do que apenas um craque, mas não há como negar que alguns fazem a diferença em qualquer campo da vida, não somente no esporte: seja negro, branco ou amarelo.

Os pequenos torcedores precisam saber da importância de sermos todos iguais, independentemente de cor, raça ou religião. Há que se ter respeito para conviver em harmonia, sem briga e confusão. Mostrar um pouco da história serve de base para que seja feita a coisa certa no futuro. Afinal, os jovens representam o amanhã, a esperança de dias melhores.

*Helmut é perseverante pela nacionalidade, jornalista, futuro publicitário, carioca e vascaíno desde 1986.

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